09/10/2009 às 12h03

Minha Clarita ♥

É, parece que eu só venho aqui quando algum acontecimento marca a minha vida, pena não ser uma coisa boa. Minha vida é sempre a mesma coisa de sempre: levantar, ir para a escola, voltar, comer, domir e começar essa rotina cansativa a cada dia. Nada me alegra e esse ano de 2009 está sendo o pior da minha vida, estou perdendo as pessoas que amo e só tenho desgostos. Quando eu penso em levantar a cabeça e lutar pelos meus objetivos, acontecem coisas que me colocam mais pra baixo ainda. E hoje, tenho certeza, é o pior dia da minha vida! A minha companheira, amiga, a minha fofa, cujos apelidos foram tantos: Halitos, Li, Lili, Lizinha, Carlinha, Eliana, Elis Regina, Regina Cazé, Regina Volpato, meu bebê, cocô, xixi... é, uma mistura de apelidos infantis que me acompanharam e a acompanharam pela sua curta vida de 10 anos, mas para mim e para todos que tiveram o privilégio de estar com esse doce de cachorrinha, foi mais que importante. Ela é insubstituível, e mesmo com seus filhinhos que ela nos deixou, nós sabemos que nenhum se compara a ela, ela era a mais especial, a mais linda, a mais inteligente; sabia tudo o que acontecia: quando íamos viajar, ou simplesmente sair de casa, quando ela ia ou não com a gente, sabia a hora de fazer xixi, de comer e de passear, sabia também quando ia dormir lá em cima, quando tinha feito algo errado, quando alguém estava triste, quando eu chegava da escola e tantas coisas que só pelo seu singelo olhar era possível perceber o quão inteligente era. Eu não estava nem um pouco preperada para perdê-la, por mais que ninguém nunca esteja preparado para a morte, eu nunca imaginaria que ela, aos 10 anos, tão saudável e sem dar ao menos um sinal de que não estava bem, iria nos deixar assim, como meus pais disseram: "como um pássaro", vítima de um infarto fulminante. Sei que Deus a enviou para alegrar minha vida e para a ter como uma irmãzinha que nunca tive. Ela me conhecia melhor que muita gente, sabia quando eu estava triste, me lambia, e quando eu peguntava se ela queria ir na vovó, sempre chorava. Agora seu corpinho está ali no hall da sala embrulhado no cobertor, após as tentativas do meu pai em tentar salvá-la com massagens e bolsa de água quente, infelizmente, nada adiantou porque Deus a quis junto de Ti. Estamos sofrendo muito e toda vez que vejo a Pretinha vindo, olho bem pra ver se não é a minha Cazé. Ontem quando o Helber me ligou, eu estava no meu quarto dançando, então minha mãe me deu o telefone e eu fui para o quarto dela, assim que desliguei o telefone lá estava a Clarita; eu a beijei, brinquei com ela e a abracei muito forte. As últimas coisas que eu lembro em ter feito com ela ontem, foi dar o final do Danette pra ela lamber, como tanto gostava e coloquei até um piercing do fucinho dela, de brincadeira. Este foi o momento de despedida, mesmo sem saber. De noite, quando meu pai disse que ela estava passando mal eu nunca iria imaginar que na verdade, ela estava morrendo. Também nunca irei me esquecer de tudo que vivi ao lado dela desde meus 6 anos de idade, sei que vai ser muito difícil ficar sem ela, sinto esta perda como uma das maiores que tive, ou quem sabe, a maior e já estou sentindo sua falta, de ouvir seu latido tão lindo. Ela não precisava falar para conquistar alguém, o seu jeitinho de pedir e demonstrar carinho era o suficiente pra deixar alguém feliz. Vamos a enterrar em um cemitério para cães provavelmente, por volta das 15:00 e a Wanda vai junto. Eu sempre falava que se a Clarita morresse eu iria morrer junto e, de certa forma, foi isso o que aconteceu porque parte de mim foi junto com ela. A minha Lizinha não sofreu para morrer, levou cerca de uma hora para ir, por volta de 3 da manhã. E o que eu sei disso tudo, é que toda minha manifestação de carinho não é exagero, e sim AMOR! Nunca irei amar alguém como amei a minha cachorrinha e pra sempre irei a amar. Espero a encontrar em meus sonhos e quando eu partir dessa vida.

No orkut do Rapha que eu achei uma frase que me confortou muito, ele sempre tem esse poder de me deixar melhor.

" Os ventos que as vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre..."(Bob Marley)

E é isso que eu vou fazer, pensando nos bons momentos que passamos juntas, sabendo que o que ela gostaria de ver é a alegria dela reinando entre nós, pois foi essa a mensagem que ela nos deixou.

                             




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Nome: Ana Claudia Idade: 16 anos
Paulista, nascida em Itatiba, interior de
São Paulo.
Me considero uma garota muito sonhadora, que procura sempre buscar seus ideais. *-*
Gosto de música, de dançar, dos meus cachorrinhos, coisinhas fofas, amigos, família, Deus...
Não gosto da preguiça, do mau humor, pessoas dissimuladas...
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